O que é um ficheiro SVG?
SVG — imagem vetorial
O que é?
O SVG não guarda píxeis mas sim instruções: «desenha aqui um círculo, ali um traço, preenche esta forma com esta cor». É uma imagem descrita matematicamente.
A consequência é notável: um SVG amplia-se ao infinito sem nunca perder nitidez. O mesmo ficheiro de 3 Ko mostra um logótipo perfeitamente definido tanto num ícone de 16 pixels como num cartaz de quatro metros.
História e origem
O W3C publicou o SVG em 2001, depois de escolher entre várias propostas concorrentes de gráficos vetoriais para a web.
Durante muito tempo ignorado, acabou por se impor com a proliferação dos ecrãs de alta densidade: foram estes que tornaram insuportáveis os logótipos pixelizados, e por isso indispensável o vetorial.
Porque é prático
Nitidez absoluta em qualquer tamanho, peso mínimo para formas simples, e texto verdadeiramente selecionável e indexável pelos motores de busca.
É texto: um SVG abre-se num editor, modifica-se manualmente, compara-se, controla-se por versões. Pode até ser animado e estilizado em CSS.
Limites e defeitos
É totalmente inadequado para fotografia: descrever matematicamente um rosto produziria um ficheiro monstruoso e de má qualidade.
Um desenho muito complexo pode tornar a visualização mais lenta. E como um SVG pode conter código, nunca se deve abrir um proveniente de fonte desconhecida sem precaução.
Conselhos de utilização
O SVG é o formato a exigir para um logótipo, um ícone, um pictograma, um gráfico. Peça-o sistematicamente ao seu designer.
Converter um SVG em PNG é simples e fiável. O inverso não é: a vetorização de uma imagem em píxeis continua a ser uma aproximação, correta num logótipo nítido e de duas cores, mas dececionante numa fotografia.
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